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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Alecrim (Por Thaís Azenha)





alecrim tem como nome científico Rosmarinus officinalis. Ele cresce em forma de arbusto, muito comum na região do Mediterrâneo,  preferencialmente em solos de origem calcária. Devido ao seu aroma intenso e característico, os antigos romanos chamavam-no de rosmarinus, que em latim significa orvalho do mar.
Floresce quase todo o ano e não necessita de cuidados especiais nos jardins.
Propriedades Terapêuticas
O uso popular do alecrim para o tratamento de diversas doenças despertou o interesse da comunidade científica para o estudo das substâncias bioativas.
De acordo com inúmeros estudos, o alecrim é um excelente fitoterápico, sendo indicado para controle da tosse e da gripe, combate das crises de asma e alivio de dores causadas por contusões. Esse arbusto também  pode auxiliar no tratamento de dores reumáticas e gota, além de ser diurético e acelerar a digestão, ainda facilita a menstruação, combate a icterícia e tem ação sedativa. 
Modo de utilização
Ingerido sob a forma de chá ou como condimento em saladas ou carnes;
Indicações do alecrim
Uso interno (chá):
Contra gazes, como condimento ou aromático (cozinha), contra a tosse, para a prevenção de doenças degenerativas como o Alzheimer, devido ao forte efeito antioxidante do alecrim.
Efeitos secundários possíveis
Devido aos óleos voláteis, o uso de grandes quantidades pode provocar vômitos e espasmos. Pessoas com hipertensão arterial, úlceras ou doença de Chron devem evitar a sua utilização frequente.
Culinária e outros usos
 Quanto aos fins culinários o alecrim é utilizado para temperar carne, especialmente carnes de aves e carne de porco. Há quem também use para temperar as batatas assadas. Os italianos usam o alecrim nos assados de carneiro, cabrito e vitela. Pode também usar esta erva em churrascos, espalhando-a sobre o carvão, dando um aroma agradável à carne. Pode-se introduzir em sopas e molhos.
O alecrim fresco, misturado às massas caseiras de pão, dá um gosto saboroso e exótico à massa, além de deixar o pão digestivo e energético. Ele também pode ser adicionado às manteigas e patês. 

Você também pode fazer em casa uma conserva de alecrim para saladas: Em vidro esterilizado, coloque um galho de alecrim fresco, manjericão, alguns grãos de coentro e um grão de pimenta da Jamaica. Coloque ¼ de vinagre de maçã, água filtrada e sal. Deixe macerar durante 8 dias. A conserva deve ser usada como tempero junto com azeite.

O vinho de alecrim também é uma opção simples: coloque alguns galhinhos de alecrim fresco em um bom vinho tinto e deixe macerar durante 21 dias bem fechado com parafina na rolha. Guarde em lugar escuro, de preferência deitado. Quando passar esse tempo, coe e acrescente mel puro a gosto.Tome antes do jantar. É usado para a digestão, memória e tônico geral.

Apesar dos diversos benefícios do alecrim, seu consumo não deve ser exagerado, pois o uso excessivo pode causar gastroenterites e nefrites. O consumo de alecrim não é indicado para gestantes e indivíduos que apresentam quadro de epilepsia.


Fonte:
www.uol2.com.br/vyaestelar/ www.

COSTA, M.A. Plantas e Saúde: Guia Introdutório à Fitoterapia.
Distrito Federal: Secretaria de Saúde. 1992

MARANCA, G. Plantas Aromáticas na Alimentação. São Paulo: 
Nobel,1985



quarta-feira, 18 de julho de 2012

Gengibre - Propriedades (Por Thaís Azenha)



O gengibre  é uma planta que contém vitaminas B6 (piridoxina) e também sais minerais como cobre, magnésio e potássio.
O gengibre, possui poucas calorias, por não conter gorduras e sódio.
Cada colher (chá) com 2 gramas contém cerca de 2 calorias, e em cada 100 gramas de gengibre contém, cerca de 46 kcal.
Vêm sendo utilizado ao longos dos anos de diversas formas, como tempero e até atuando com suas propriedades terapêuticas.

O uso do gengibre na Medicina

Como planta medicinal, o gengibre é uma das mais antigas e populares do mundo. Suas propriedades terapêuticas são resultado da ação de várias substâncias, especialmente do óleo essencial que contém canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona.

Popularmente, o chá de gengibre, feito com pedaços do rizoma fresco fervido em água, é usado no tratamento contra gripes, tosses, resfriado e até ressaca. Banhos e compressas quentes de gengibre são indicados para aliviar os sintomas de gota, artrite, dores de cabeça e na coluna, além de diminuir a congestão nasal, cólicas menstruais.

No Japão, massagens com óleo de gengibre são tratamentos tradicionais e famosos para problemas de coluna e articulações. Na fitoterapia chinesa, a raiz do gengibre é chamada de “Gan Jiang” e apresenta as propriedades acre e quente. Sua ação mais importante é a de aquecer o baço e o estômago, expelindo o frio. É usada contra a perda de apetite, membros frios, diarréia, vômitos e dor abdominal. Aquece os pulmões e transforma as secreções. Na medicina Ayurvédica, o Zingiber officinale é conhecido como “medicamento universal”.

Além desses benefícios, o gengibre também tem ação bactericida, é desintoxicante e possui poder afrodisíaco – onde seu óleo é utilizado para massagear o abdome, provocando calor ao corpo e excitando os órgãos sexuais. Na medicina chinesa tradicional, por sua reconhecida ação na circulação sangüínea, ele é utilizado contra a disfunção erétil. Uma pesquisa da Unicamp realizada em coelhos, comprovou os efeitos.

Recentemente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu a ação dessa planta sobre o sistema digestivo, tornando-a oficialmente indicada para evitar enjôos e náuseas, confirmando alguns dos seus usos populares, onde o gengibre é indicado na digestão de alimentos gordurosos.

O uso do gengibre na Culinária

Possui sabor picante e pode ser usado tanto em pratos salgados quanto nos doces e sob diversas formas, como: fresco, seco, em conserva ou cristalizado. O que não é recomendado é substituir uma forma pela outra, nas receitas, pois seus sabores são muito distintos: o gengibre seco é mais aromático e tem sabor mais suave.
Este último é amplamente utilizado na China, no Japão, na Indonésia, na Índia e na Tailândia. No Japão costuma-se usar o suco (com o gengibre espremido) para temperar frango e as conservas (beni shooga), feitas com os rizomas jovens, são consumidas puras ou com sushi. Já o gengibre cristalizado é um dos confeitos mais consumidos no Sudeste Asiático.

O gengibre pode ser encontrado fresco, seco, em pó, em picles, cristalizado, em calda e também em pasta congelada. A flor de outra espécie de gengibre também é consumida na Ásia.
Ele ajuda a amaciar carnes
O gengibre tem sabor picante e aumenta a pungência do prato.
É muito usado na indústria de bebidas para fazer refrigerantes e cerveja – esta é feita a partir gengibre fermentado e levedado, mas hoje em dia é normalmente vendida sem álcool

Gengibre fresco

Quando é colhido jovem é menos fibroso, mais suculento e mais suave, sua casca é de cor clara, quase transparente com partes rosadas. Às vezes é encontrado no mercado desta forma. Por ter menos fibras é o ideal para ser usado em tirinhas.
Pode ser usado ralado, em fatias, em tiras, picadinho ou ainda em suco.
Em pedaços grandes é normalmente usado para dar sabor a caldos, sopas e cozidos e é descartado ao final do cozimento.
É um ingredientes chave na maioria das cozinhas asiáticas.
É muito usado com peixes, frutos do mar, frango e carnes, porque neutraliza o odor. Mas também é usado com vegetais.
Combina muito bem com molho de soja, a mistura dos dois ingredientes e um pouco de óleo de gergelim ou azeite resulta em um excelente molho para salada.
Também combina muito bem com mel, resultando em um dos molhos para salada mais populares nos Estados Unidos.
Para retirar o suco, use ralador de louça próprio ou então rale ou moa em processador elétrico com um pouco de água, depois esprema a poupa em tecido fino descartando as fibras. O suco é normalmente usado em marinadas e molhos e pode ser borrifado em carnes já prontas. É a solução ideal para quando precisamos do sabor, mas não queremos pedaços ou fibras.
Em tirinha finas pode ser usado cru em saladas, refogado fica ótimo para guarnecer peixes.
Experimente aromatizar manteiga com gengibre ralado – fica excelente com frutos do mar e alguns legumes, como a cenoura.
No Brasil é pouco explorado, é mais utilizado no norte e nordeste e quando se fala em gengibre o que vem à mente das pessoas é o quentão! É usado ainda em doces como o de abóbora e em pratos com frutos do mar.
Combina muito bem com frutas – tanto em doces como em sucos - gosto de fazer suco de goiaba aromatizado gengibre. Fica muito saboroso também em limonada!

Compra e conservação

Quando comprado fresco deve ser pesado e duro, sem rugosidades, sem furos e sem manchas, quando muito leve é sinal de que está velho e seco.
Para melhor conservar o gengibre fresco, guarde-o na geladeira embrulhado em plástico ou papel. Eu prefiro o papel, porque ele mofa quando armazenado muito tempo em saco plástico.
Pasta de gengibre pode ser congelada por até 3 meses

Texto de apoio retirado do Livro Nutrição Humana, Jim Mann, terceira edição.