domingo, 29 de janeiro de 2012

Leviana - (Por Thaís Azenha)


Leviana





Sinto surgir uma certeza,
Um pedido feito, tão logo aceito,
Há exatidão na natureza,
Cinco pontas agora em meu peito.

E creio, ou pelo menos tento.
Sei que já não tenho conserto.

Mais uma noite, mais uma lua.
Desta vez você diz que sim,
A alma perdida agora é sua,
A Deusa desperta os sentidos,
está em mim.

Mente confusa, totalmente insana.
Encontro-me nua e ainda em chamas.

Agora não tão longe,
mais perto de mim,
na sua cama,
cotidianamente leviana.


By Thaís Azenha

Por um copo (Por Thaís Azenha)


Por um copo



É na lama que delicio-me, em pratos bem servidos.
Algo próximo ao suicídio,
Sirvo-me de meu declínio.
O teorema do suplício.
Circunstancial ingrato,
Meu mundo barato.
Por apenas mais um copo,
meu sarcasmo explícito
alimenta seu espírito.
Permaneço em eternos conflitos,
E todos agindo como animais,
O que se torna realmente o meu objetivo.


                                                                                             by Thais Azenha

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

C.E.B TAMBÉM AJUDA A REALIZAR SONHOS (CRIAÇÃO DA ONG DOS SONHOS - por LUA)


Hoje de manhã estava pensando em como às vezes eu fico envergonhada quando penso na quantidade de cerveja que bebo, mas a verdade é que no fim das contas, olho para o copo e penso em todos aqueles trabalhadores das cervejeiras e nos seus sonhos, desejos, família... Se eu não bebesse esta cerveja, penso, poderiam ficar sem trabalho e com seus sonhos destruídos, então minha alma boa decide que é melhor beber esta cerveja e deixar que os sonhos deles se concretizem, do que ser egoísta e pensar apenas no meu fígado!!
 
Ao expor esse meu pensamento no Facebook, que é meu Wilson (do náufrago) nas minhas horas de solidão, recebi vários comentários se solidarizando, também, com a sorte dos trabalhadores das cervejarias, várias mensagens de pessoas que também gostariam de se sacrificar em prol dessa causa tão justa, outros bastante comovidos com minha atitude, enfim surgiu a idéia de criarmos uma ONG em defesa desses trabalhadores esquecidos (levando em conta que muitos dos consumidores de seus serviços sofrem de amnésia temporária). Fui pesquisar como fazer para começar um projeto tão grandioso.
Em primeiro lugar  precisamos elaborar um Estatuto, pois quando se começa a colocar no papel os artigos, a idéia toma forma. Algumas perguntas que deverão ser repondidas:

- quais serão os objetivos da ONG ?
Proteger os trabalhadores das cervejeiras, de modo que nunca fiquem sem emprego e, assim, possam concretizar todos os seus sonhos.

- qual o público-alvo ?
Os trabalhadores das cervejeiras.

- qual a forma de atuar nas questões propostas pelo grupo ?
Garantir o emprego desses trabalhadores, consumindo seus produtos, com sacrifício da própria integridade física e financeira.

- qual o tamanho e a composição da Diretoria ?
Acredito que esses cargos devam ser decididos em Assembléia.

- quais as regras básicas de funcionamento da ONG ?
Temos que nos unir, principalmente nos fins de semana  para nos manisfestar e nos mobilizar em prol desses nobres trabalhadores.

Assembléia
Convoco desde já, os interessados nessa nobre causa para Assembléia a ser realizada, no bar do Mike, hoje, dia 26 de janeiro de 2012, ás 21 horas para que possamos elaborar o Estatuto.
Uma vez elaborado o Estatuto e tendo ele sido lido e dado como conforme pelo grupo inicial, é hora do lançamento formal da ONG, com a Assembléia de Fundação. Essa Assembléia deverá ter o Edital de convocação amplamente divulgado — inclusive em jornal de grande circulação, se possível. A Ordem do Dia do Edital trará expresso o motivo da Assembléia, qual seja: fundação, aprovação do Estatuto e eleição da diretoria e conselho. É importante que o Estatuto seja lido em Assembléia e que a ata registre sua aprovação.
Diretoria
Comumente, a primeira Diretoria já vai pré-escolhida dentre o grupo que idealizou a ONG, mas cada um de seus membros deve ter o aval dos presentes à Assembléia.
Estrutura Organizacional
As pessoas que ocuparão cargos na administração da ONG devem obrigatoriamente ter idade igual ou superior a 18 anos — que é a idade prevista no art.5° do novo Código Civil para a prática dos atos da vida civil –, ou emancipadas (instituto jurídico pelo qual os responsáveis legais de um menor, nos casos previstos em lei e através de procedimento judicial, antecipam o reconhecimento da maioridade). Até mesmo porque só se pode ingerir bebidas alcoólicas após a maioridade.

Precisamos de voluntários. AJUDE AQUELE QUE TRABALHA PARA QUE A GENTE SE DIVIRTA E VÁ PARA O CÉU!!!!!!!!!!




quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O vulcão, a cerveja e o anjo decaído (Por Lua)

Acordo 5 horas da manhã porque sonhei com um vulcão. Não gosto de sonhar com vulcões Aí lá vou eu procurar o significado de "sonhar com vulcão", mas fiz isso apenas porque não conseguia mais dormir e não tinha nada pra fazer. O primeiro que encontrei dizia que significava problemas sendo resolvidos, calúnias sendo desmentidas (aí eu gostei), mas o segundo mandava eu tomar cuidado com acontecimentos perigosos,  cuidado com coisas que explodem. Garrafas explodem, que merda, pensei!!



Mas aí acordada me bateu uma certa tristeza, um pouco de tristeza, um pontinha só. Acho que ás vezes isso é inevitável. Tristeza pelos mortos que um dia estiveram em minha vida, tristeza pelo fraco, pelo covarde que tem medo de ser feliz por medo da felicidade acabar. Ora, a felicidade é feita de instantes e não se pode mensurar o quanto ela vai durar. Temos que ser feliz agora, depois a gente tenta ser feliz mais um pouquinho, amanhã a gente tenta de novo, depois de amanhã é feliz por outro motivo, na sexta a gente bebe, no sábado toma um porre, no domingo vamos para o bar do Roberto, e assim a gente vai tentando levar uma vida feliz.  Assim a gente ri, brinca, conta história, toma banho de chuva, anda de táxi, vai ao cinema dar pipoca aos macacos, cuida das ovelhas negras, viaja pra Cuiabá, anda à cavalo, pega carruagens, perde o carro, troca as bolsas, sente saudade, mata a saudade, ama, não ama, desama, ama as amigas, conhece gente, finge que não conhece, um desconhecido passa a ser conhecido porque te pergunta se você mora naquele bar, ganha um brinco de outro desconhecido no bar do Mike (obrigada, adorei o brinco), ... e por aí vai!

Em Alpha tem um cemitério, e é lá que enterro meus mortos. Não choro por eles, não sinto saudade, estão mortos apenas e para um ou outro pelo qual eu tive um pouco mais de carinho quando vivo, escolho uma estrela para ir morar. Mas vou ter que começar a procurar outro lugar para enterrá-los pois alguns estão sugando energia de alguma fonte desconhecida (pode ser que seja do vulcão) e voltando à vida e aí, me cobram assuntos do passado ou simplesmente querem ser meus amigos.  Não curto esse lance de necrofilia, se morreu, morreu, tá morto, eu enterro, viro as costas, vou embora. Se tiver que chorar por algum, vou chorar escondido, sem drama, sem futuro, sem esperança de nada, só um choro que talvez tenha ficado contido e que precise sair para me liberar dessa angustia de chorar pelos mortos. Prefiro os vivos, aliás prefiro ficar sozinha do que na companhia dos mortos-vivos que teimam em voltar para tentar comer meu cerébro(?) e depois me deixar, descerebrada e sozinha de novo.

É nessa hora que eu lembro de um dia ter me apaixonado e recorro à minha paixão: mando um cerveja goela abaixo, tomando cuidado para a garrafa não explodir (afinal de contas, sonhei com vulcão), e o liquido gelado aquece meu coração. 

 Com o coração aquecido, o vulcão, o morto, o fraco, o covarde, voltam a ser esquecidos e são lançados de volta pro limbo de onde nunca deveriam ter saído enquanto eu volto a ser um feliz anjo decaído que não conhece o amor (embora queira conhecer...), mas também não se lembra de um dia ter sofrido.

Bom, agora acho que vou tentar dormir mais um pouquinho, sem vulcões dessa vez. Prefiro sonhar com o Patati Patatá.








segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Uma cleptomaníaca, uma bêbada e as duas são a mesma pessoa (por LUA)

Esse fim de semana fiz uma descoberta sobre uma pessoa que gosto muito e preciso partilhar isso com vocês até mesmo para, quem sabe, encontrarmos juntos a cura para esse terrível problema. Temos, entre nós, uma amiga cleptomaníaca.

Sim, a cleptomania é um transtorno do impulso e se caracteriza pela tendência de se apoderar de algum objeto, furtar mesmo. É acompanhado, em geral, por um aumento da  tensão nos momentos que antecedem o ato e seguido de alívio e até prazer quando a pessoa consegue o objeto, vindo logo após, o arrependimento. Os primeiros sintomas da cleptomania são identificados, normalmente, no início da vida adulta e coincidem com outros comportamentos transgressores. Pacientes com transtorno impulsivo, frequentemente se envolvem em situações que acarretam em algum tipo de prática ilegal. Os psiquiatras aconselham pessoas da família ou íntimas do paciente a agirem com discrição porém com firmeza.

Por causa da discrição, então, não mencionarei o nome da minha amiga, mas por causa da firmeza contarei a história, pois assim,quem sabe, ela leia e consiga perceber a extensão de seu problema.

Estávamos num barzinho quinta-feira e tudo e tal, quando o bar fechou fui dar uma carona para essa figurinha até um outro buraco de minhoca risonho, já que ela, que além de cleptomaníaca é uma bêbada contumaz, queria continuar a beber e eu, anjo que sou, queria ir pra  casa. Ao sair do carro ela levou a minha bolsa. Cara, ela saiu com  a minha bolsa, mas não posso enquadrá-la em um furto comum porque ela largou a bolsa dela no meu carro. Será que ela confundiu???  Tirem suas próprias conclusões: minha bolsa é grande e cinza a dela era pequena, marrom e cheia de miçangas.

Uma das características da  cleptomania é que os furtos não são feitos pelo valor financeiro do objeto ( eu não tinha um real), nem praticados visando ganho pessoal direto ou com intenções de vingança ou por raiva da pessoa a quem pertencia o objeto, e isso fica bem claro se eu disser que ela roubou meu carro mas não sabe dirigir e ela também não poderia sumir com o produto do furto, não sem ter que me deixar pra sempre a filhota dela que estava na minha casa. 

Te amo, amiga, e por amor fui pesquisar sobre sua doença e descobri a causa:

Prometo que se você ficar muito brava eu retiro essa postagem, mas pô..... para de roubar minhas coisas kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

sábado, 21 de janeiro de 2012

Alphianas também amam (por Lua)

Andei por aí beijando algumas garrafas, beijei Schin, beijei Heineken, beijei um lindo e gostosíssimo Jack Daniel´s. Recentemente teve uma garrafa que se jogou aos meus pés, cortando fundo meu dedo e eu não senti nada, além da dor lacinante do vidro entrando na minha pele, o que me deixou bastante magoada, porque tudo o que eu faço é oferecer amor e carinho para essas ingratas.

Até que vi uma linda garrafa, mas não era uma garrafa qualquer, era um litrão, um litraço e desde então não penso mais em outra coisa.



Sinto saudade quando estou longe, saudade do modo como você me faz rir, como você modifica a minha visão de mundo cada vez que nos encontramos. Gosto de quando entramos juntos nos buracos de minhocas, aguardo ansiosamento pelo fim de semana para te encontrar, isso quando não resisto e dou uma escapadinha no meio da semana mesmo.
Dopaminas me fazem sentir felicidade, adrenalina acelera meu coração... e a cada dia que passa sinto que necessito de doses cada vez maiores. É um sentimento tão forte que sinto que até quando esfriar, coisa normal depois dos primeiros seis meses, ficará bom. Aliás quando esfriar é que ficará melhor ainda, quero que fique estupidamente gelado e a ocitocina e a vasopressina passem a fazer seu papel transformando a paixão em uma relação calma, duradoura e segura (talvez se eu pudesse pagar um táxi toda vez que eu e minha paixão nos encontrássemos, fosse bem mais seguro). E LÁ VOU EU DE NOVO, ALPHIANA NATA....


Algemas (Por Thaís Azenha)


Algemas


Braços, carinho, cela.
Noite, pedaços, tela.
Carro, sofá, cama e campo.
Satã, você, eu e um santo.
E a natureza divina,
interna e sombria,
Se perde na insensatez do destino.

E o que é impuro se cria.
Domável é o seu instinto.
Chuva, banheiro, cozinha
Na varanda, no bar, na piscina
Intenso, impuro, de dia.

Repetindo diversas vezes a mesma cena,
desta vez, por favor, tire as algemas.


by Thaís Azenha

Islâmico (Por Thaís Azenha)


Islâmico



E mesmo que não tenha compensado ir  tão longe,
ou acreditado que era possível o inevitável,
Me sinto contrária dentro de mim.
Na selva  em estivemos,
não fomos selvagens o suficiente.
O paradoxo presente na alma dos impuros,
dos impuros de prazer.
Em quem a realidade esqueceu-se de impregnar ou acolher.
Islâmicas são suas paixões,
Bizarro é seu sorriso.
Não detenho outra conversão,
mantenho você no meu caminho.
E ainda assim continuo sozinho.
by Thaís Azenha

Momentos de loucura - (Por Thaís Azenha)


Momentos de loucura

     

Aquela grama, aquela sombra,
Aquele vinho que me deixava tonta.
A ciência ainda viva,
mas a verdade escondida.
Hora calma, hora extrovertida.
Ás vezes firme, ás vezes desprotegida.

Mas certa que algo está errado,
Seja pelo amigo que já é dois,
ou pelas placas embaçadas.
E nem era aqui que eu queria estar...
E sim do seu lado,
mesmo você sendo um desgraçado!

E esse momento inconsciente
vai me deixando transtornada e alucinada.
E aquela grama, aquela sombra,
Aquela garrafa de vinho,
são espelho do que aprecio.

Para então, assim, tentar entender a vida,
tentar encontrar a cura dos meus momentos de loucura.

  by Thaís Azenha